Conheça o Projeto grupo AmigO Tipo 1 em Dourados!


À convite da endocrinologista Luciana Secchi e da endocrinopediatra Letícia dos Reis Silva, além da Sanofi Diabetes, estive neste fim de semana no grupo AmigO Tipo 1, grupo sem fins lucrativos criado pelas médicas em Dourados, município localizado no Mato Grosso do Sul.

Fui conhecer este projeto social e, ao mesmo tempo, ministrar uma palestra sobre minha vida com o diabetes e todas as transformações que ocorreram na minha vida. O projeto tem como finalidade o fortalecimento psico-emocional dos pacientes, que ambas atendem, através do empoderamento e da educação em diabetes.

As duas médicas têm a proposta de inserir atividades educativas, que envolvam o tratamento, a prevenção de complicações, incluindo o impacto psico-emocional, cultural e financeiro da condição na vida de cada pessoa.

O que mais me chamou a atenção foi o relato da Dra. Luciana, que com a intervenção médica e, ao mesmo tempo, com estas atividades educativas, conseguiu reduzir a hemoglobina glicada em 2,0% de todas as pessoas com diabetes, em pouco tempo.

Fiquei pensando sobre estes resultados...eles são mais efetivos. Se todos os médicos tivessem esta atenção e pudessem implantar programas como este, a maioria das pessoas com diabetes poderia ter o controle mais efetivo da glicemia, sem precisar de internações em hospitais e que também preveniria uma séria de complicações. Isso se refletiria em menos gasto do governo.

Outro fato que me chamou a atenção foi quando perguntei: Alguém usa as insulinas NPH e a Regular?

Para minha surpresa, ninguém levantou a mão. Dessa forma, percebi que o controle estava sendo bem feito também devido à utilização das insulinas análogas.

A palestra foi boa, percebi que muitas das mães com filhos com diabetes concordaram com boa parte das coisas que falei, principalmente quando minha mãe, a todo momento, perguntava quanto estava minha glicemia e o quanto eu não gostava de ouvir a pergunta.

No final, deixei três mensagens: de que o diabetes é mais uma dificuldade ao longo de inúmeras, que teremos na nossa vida para vencer. A outra foi direcionada para os adolescentes: que eles precisam fazer uma escolha consciente: ou vivem tudo hoje e não se cuidam o suficiente, o que acarretará complicações e sofrimentos, ou se cuidam e têm uma longevidade sem complicação.

Outra mensagem que deixei é que além de sermos pacientes com diabetes, nós podemos ser multiplicadores de conhecimento, ou seja, quando alguém visualizar que estamos fazendo a automonitorização da glicose ou aplicando insulina, podemos falar com a pessoa e mostrar que vivemos bem e o diabetes é algo que precisa ser investigado em todas as famílias. Assim, fazendo o bem para o próximo, também faremos o bem para nós próprios....

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