Discussão na Câmara Municipal de São Paulo para debater: Discutindo a Situação do Diabetes Tipo 1 no Brasil


Na última sexta-feira, a ADJ junto com a ANAD, FENAD e SBD foram convidadas para participar do evento: Discutindo a Situação do Diabetes Tipo 1 no Brasil. Estiveram presentes na mesa de debate, Dra. Karla Melo, Dr. Walter Minicucci, Dr. Fadlo Fraige Filho, Dr. Arnaldo Sala (Secretaria de Saúde do Estado), Dra. Athene Maria Mauro (Área Técnica Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria de Saúde da Cidade de São Paulo), Dra. Clarice Alegre Petramale (Ministério da Saúde) e Ivan Caceres (assessor técnico da área de saúde do vereador Gilberto Natalini).

Dr. Walter e Dra. Karla brilhantemente expuseram o panorama do diabetes no país e destacaram a importância do governo brasileiro adotar as insulinas de ação rápida para ajudar o controle da glicemia. Dra. Karla mostrou detalhadamente que a insulina hoje disponibilizada gratuitamente aos brasileiros é a Regular e que seu pico de ação acontece depois que o organismo já assimilou o carboidrato e que o açúcar já está circulando na corrente sanguínea há muito tempo.

A insulina R precisa ser injetada 30 minutos antes para começar a fazer o efeito desejado no organismo e seu pico de ação acontece entre duas a três horas após a sua aplicação e seu efeito persiste de cinco a oito horas, o que ocasiona com facilidade muitas hipoglicemias durante este tempo, podendo levar a pessoa com diabetes a hipoglicemias severas e até a óbito.

O que é muito frustrante é que após toda a explanação, a Dra.Clarice continua a afirmar que o Ministério da Saúde ainda precisa avaliar mais evidências científicas de que a insulina análoga de ação rápida realmente vai melhorar o controle da glicemia das crianças. Esta entra em ação entre 5 a 15 minutos e seu pico vai de 30 minutos a duas horas, tempo em que o alimento cai na corrente sanguínea.

Um posicionamento diferente foi realizado pelo Dr. Arnaldo Sala, pois reconhece as deficiências do sistema e a falta de articulação que ocorre entre o governo do estado e as esferas municipais. Por isso, aproveitei a deixa e levantei a questão de como podemos articular as secretarias municipais e a estadual de saúde para que a educação em diabetes e o acesso de insumos e medicamentos podem ser realizados de forma eficiente. Ele nos deu a abertura para que possamos conversar sobre este tema em outra oportunidade, que deve acontecer em pouco tempo.

Mesmo com este posicionamento frustrante do Ministério da Saúde e infelizmente por falta de tempo, não pude explicar o que sente uma mãe quando seu filho com diabetes tem risco de morrer e, por isso, precisa levantar várias vezes à noite para saber se ele pode estar com hipoglicemia. Não consegui pedir a ela fazer um exercício simples: se colocar na posição do outro. De qualquer modo, achei a oportunidade válida para discussão e mostrar como estamos descontentes com a situação da saúde hoje no Brasil.

Esta é a nossa chance de mudarmos a realidade de pessoas com diabetes menos favorecidas do Brasil, possibilitando uma qualidade de vida melhor. Por isso, assine: Clique Aqui, pois temos a oportunidade de fazer uma pressão, que pode surtir o efeito dentro do Ministério da Saúde.

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