Importância da comunicação para provocar as mudanças nos protocolos do tratamento das pessoas com diabetes


Após o último post sobre o SUS, pensei em escrever sobre mecanismos, que podem facilitar a fiscalização destes serviços. O Projeto I Encontro Nacional de Jovens e Adultos com Diabetes (saiba mais aqui) trará a possibilidade para que cada um dos envolvidos possa fazer um controle da saúde do município, denunciar e, ao mesmo tempo, decidir em conjunto que atitude tomar diante das dificuldades.

Este projeto tem como um dos objetivos promover o movimento social pela luta por um Sistema de Saúde mais digno e justo, utilizando a democracia e a qualidade da informação, ferramentas estas estratégicas para ampliar a intervenção e ajudar a aprimorar principalmente o atendimento da pessoa com diabetes.

Este exercício pode promover uma mobilização de outros movimentos sociais de outras doenças para uma ação solidária em prol da defesa da saúde, que só será alcançada de fato com a melhoria das condições de vida em geral da população.

A solidariedade se dará na luta cotidiana quanto no problema de cada ator envolvido neste projeto. Para conseguirmos alcançar maior êxito, precisaremos sensibilizar os Conselhos de Saúde, sejam eles municipais ou estaduais. Se conseguirmos montar uma agenda comum que potencializará as reivindicações locais, trará à tona maior divulgação destes problemas e assim sensibilizar a sociedade como um todo.

Assim, poderemos sensibilizar principalmente a mídia para que deixe de pautar somente a relação saúde/doença/condições de vida/ações de saúde, para uma rede solidária de pensamentos, de indignações e de ações críticas que permitam pensar em uma cidadania plena em uma nação repleta de desigualdades. A mídia deixará de pautar somente a relação entre doença, capital e tecnologia envolvendo remédios, tratamentos modernos ou até mesmo os escândalos da saúde tão veiculadas em revistas como em Programas como o Fantástico.
Por meio desta participação social, pautaremos a mídia para uma gestão pública em favor dos interesses da maioria. Quanto mais fiscalizarmos os serviços dos SUS, incluindo o atendimento da pessoa com diabetes, haverá mais participação dos envolvidos em assuntos políticos, o que mostrará um grupo articulado e mais exigente que está atento ao tratamento adequado das pessoas com diabetes, como também possa exercer mais plenamente o poder da cidadania.

Dessa forma, sem a comunicação, não é possível construir um sujeito social que exerça sua cidadania em saúde. Com ela, poderemos construir de forma coletiva os interesses para atuar na formulação de políticas públicas em diabetes. 

Por isso, o Programa I Encontro Nacional de Jovens e Adultos com Diabetes, que capacitou 28 integrantes, tem o desafio de os tornar capazes de atuar na formulação, na implantação e na avaliação das políticas públicas, como também ser um dos líderes em provocar mudanças para mudar o protocolo do tratamento da pessoa com diabetes, como também seu atendimento. Para isso, contamos com a força e a integração de cada um dos participantes, como também de todos os atores (sejam eles pais, mães de crianças com diabetes, como também outros pacientes com a condição ou cuidadores ou amigos). Assim, unidos poderemos ser ouvidos e tenho certeza que teremos a chance de provocar mudanças positivas!

Obrigado por comentar! :)