Conquista dos direitos da pessoa com diabetes está em nossas mãos


A Associação Brasileira de Farmaeconomia e Pesquisa de Desfechos – ISPOR Brasil realizou a 5ª Edição do Brazilian Chapter entre os dias 3 e 4 de dezembro, em Brasília. No último painel, o assunto abordado foi “Como colocar o paciente no centro da tomada de decisão”.

Atualmente os pacientes têm vários tratamentos e requerem uma avaliação periódica e precisam ter uma relação franca com o médico para que possam considerar as opções de tratamento e escolha qual delas pode ajudar a ter uma melhor adesão à terapêutica. A plenária teve o objetivo de abrir um espaço para que as associações pudessem discutir junto com os outros atores da sociedade o tema proposto.

Fui convidada a participar e fiz uma apresentação para falar sobre a história da ADJ Diabetes Brasil, as conquistas que obteve em 2001, quando realizou as mobilizações, passeatas e se aproximou dos políticos para aprovação da Lei Estadual 10.782, que ajudou os pacientes a terem acesso aos insumos e aos medicamentos, como também a entrada de produtos dietéticos no país.

Aproveitei este gancho para explicar o que este capítulo em especial fez com que a ADJ ganhasse mais reconhecimento diante da sociedade como um todo. Este trabalho de luta pelos direitos da pessoa com diabetes consiste hoje em um termo chamado advocacy, ou seja, advogar por uma causa.

Após comentar sobre eventos envolvidos com advocacy, em que a ADJ participou, como o Fórum Internacional de Diabetes, II Encontro Latino Americano de Grupos de Pacientes e a formação da Rede Nacional de Pessoas com Diabetes, aproveitei para mostrar que a aposta atual da ADJ é na formação de uma rede nacional de jovens adultos com diabetes, que tem o objetivo principal de capacitá-los com o intuito de que possam lutar pelos direitos da pessoa com a condição.

No final da apresentação, Dra. Aline Silveira, membro da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), me questionou por que ainda há pouca participação das associações junto ao poder público. Comentei que as associações são compostas por poucas pessoas que muitas vezes acumulam funções e que as gerações mais novas não se motivam a se engajar por uma causa muito rapidamente.

No final, deixei a mensagem de que devemos sempre nos colocar no lugar dos outros e ajudar no que for preciso para diminuir desde um desconforto como também o sofrimento de uma pessoa. Só assim poderemos sensibilizar o maior número de pessoas e ter conquistas junto do poder público.

Obrigado por comentar! :)